Veoza: novo tratamento para fogachos na menopausa

Veoza: novo tratamento para fogachos na menopausa

Menopausa: Nova Esperança no Controle das “Ondas de Calor”

Se você atravessa a fase da menopausa, provavelmente já sentiu ou conhece alguém que sofre com os famosos “fogachos” — aquelas ondas de calor repentinas que podem ser tão desconfortáveis a ponto de atrapalhar o sono e a qualidade de vida. Por muito tempo, a principal solução foi a reposição hormonal, mas essa opção não é indicada para todas as mulheres.
A boa notícia é que a Anvisa aprovou o Fezolinetanto (comercializado sob o nome Veoza), o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para aliviar esses sintomas.

Como o medicamento funciona?

Diferente da terapia hormonal, que repõe o estrogênio, o Fezolinetanto age de forma diferente.
O nosso cérebro possui um “termostato” interno no hipotálamo. Quando os níveis de estrogênio caem na menopausa, esse equilíbrio é rompido e uma proteína chamada neurocinina B causa os fogachos. O Veoza funciona bloqueando a ação dessa proteína, “acalmando” o circuito cerebral responsável pela regulação da temperatura e reduzindo a frequência e a intensidade das ondas de calor e suores noturnos.

Para quem é indicado?

Este medicamento é voltado para mulheres que apresentam sintomas vasomotores associados à menopausa, tais como fogachos, suores noturnos e sudorese intensa. Ele surge como uma alternativa importante, especialmente para quem:
  – Possui contraindicações para a terapia hormonal tradicional (como histórico de câncer de mama, trombose, infarto ou AVC).
 – Não obteve resultados satisfatórios com outros tratamentos.
 – Prefere uma abordagem que não utilize hormônios.

Contraindicações e Cuidados

Como qualquer fármaco, o Veoza possui um perfil de segurança que deve ser avaliado individualmente. Ele não deve ser utilizado sem orientação médica. É fundamental que você consulte seu endocrinologista para verificar se este tratamento é o adequado para o seu histórico de saúde específico.

Sobre a chegada ao mercado brasileiro

O medicamento já recebeu o registro oficial da Anvisa em 22 de junho de 2026, o que é um passo fundamental para sua entrada no Brasil. Vale ressaltar, porém, que ele ainda não está disponível nas farmácias, pois o laboratório segue realizando os trâmites necessários para a distribuição nacional.

Lembre-se: este texto possui caráter informativo e não substitui a consulta médica. Sempre procure um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.

Dra. Laura Barra – Médica Endocrinologista

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 ​ Campista, Comunicadora e mãe de Bianca e Bruno. Como comunicadora social com habilitação em Relações Públicas, Pós-Graduanda em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais,

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