Dra. Larissa Gonçalves fala sobre psicologia infantil

Dra. Larissa Gonçalves – Psicóloga 

 

Qual a sua formação profissional?

Psicóloga e Pedagoga, Especialista em Neuropsicologia, em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem, em Desenvolvimento Infantil e em Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência. Mestra em Educação. Formação Introdutória e Avançada no modelo ESDM/Denver para crianças com TEA. Atuante na psicologia clínica infantil, ajudo famílias no desenvolvimento das potencialidades das crianças. Professora de graduação e pós-graduação nas áreas de psicologia e pedagogia da Universidade Estácio de Sá.

Como os pais podem perceber que não se trata apenas de uma fase e que chegou o momento de procurar ajuda psicológica para o filho?

É importante observar a intensidade, frequência e duração do comportamento e o quanto ele interfere na rotina da criança. Quando há sofrimento ou prejuízos no sono, alimentação, aprendizagem, relações ou convivência familiar, é indicado buscar ajuda profissional.

Até que ponto mudanças no comportamento da criança fazem parte do desenvolvimento e quando passam a ser um sinal de atenção para os pais?

Mudanças fazem parte do desenvolvimento, mas devem ser observadas quando são muito intensas, persistentes ou diferentes do padrão habitual da criança. O mais importante é perceber se existe sofrimento e impacto no funcionamento diário.

Como conflitos familiares, separações ou mudanças na rotina podem aparecer no comportamento da criança, mesmo quando ela não consegue falar sobre o que sente? A criança nem sempre consegue falar sobre o que sente. Muitas vezes, ela comunica seu sofrimento por meio do comportamento, apresentando irritabilidade, agressividade, isolamento, alterações no sono, dificuldades escolares ou regressões.

Qual é o papel dos pais durante um acompanhamento psicológico infantil e até onde eles devem participar desse processo?

Os pais são parceiros primordiais. Devem compartilhar informações, compreender as orientações e favorecer sua aplicação no cotidiano, mas também é importante preservar o espaço terapêutico da criança. O trabalho é construído em conjunto entre profissional, criança e família.

Existe uma tendência dos adultos de exigir das crianças uma maturidade emocional que elas ainda não têm? Como isso pode afetá-las?

Sim. É comum esperarmos que a criança controle emoções e frustrações como um adulto, mas essas habilidades ainda estão em desenvolvimento. A criança precisa de limites, mas também de adultos que a ajudem a compreender e regular suas emoções. Acolher não significa permitir tudo; significa ensinar a criança a lidar melhor com aquilo que sente.

Quem é Larissa?

Acho que, antes de ser psicóloga, sou uma pessoa muito apaixonada pela vida, pela minha família e pelas pessoas que estão ao meu redor. Sou casada, estou vivendo a expectativa da chegada do Vicente, meu primeiro filho, e tenho descoberto uma nova versão de mim nessa fase. A maternidade tem sido um aprendizado enorme e, de certa forma, também tem ampliado meu olhar sobre as crianças e sobre as famílias que acompanho. Gosto muito de viajar, conhecer lugares novos, sair para comer, estar com a minha família e com as pessoas que amo. Também gosto de ficar em casa, fazer receitas, inventar artesanatos e simplesmente descansar. Acho que, por trabalhar tanto com pessoas e estar sempre estudando, hoje valorizo muito esses momentos mais leves, em que posso desligar um pouco do trabalho e aproveitar a vida. Enquanto profissional, tenho minhas formações acadêmicas e práticas, mas, no dia a dia, não consigo separar completamente a profissional da pessoa que sou. Sou muito observadora, acolhedora e acredito que cada pessoa tem uma história que precisa ser compreendida antes de ser julgada. Trabalhar com crianças me encanta justamente por isso: acompanhar descobertas, pequenas conquistas e perceber o quanto um olhar atento pode transformar uma trajetória.

Bate:bola:

Qual música não pode faltar na sua playlist? Músicas de adoração
Uma coisa que você faz muito bem – Acolher, organizar e fazer acontecer!
O que mais desperta seu lado criança? Disney
Você prefere conversar por horas ou ficar em silêncio? Conversar por horas
Uma comida que lembra sua infância – Torta de maçã
Qual é o seu horário preferido do dia? Manhã
Uma pessoa que conhece você de verdade – Meus pais e meu marido
O que você compra e nunca acha que tem demais? Material de Escritório
Uma coisa que consegue tirar você do sério – Não cumprir o que foi combinado
Você prefere cidade grande ou cidade pequena? Cidade pequena
Qual foi o último presente que você adorou receber? A gestação do nosso primeiro filho, Vicente!
Uma habilidade que pouca gente sabe que você tem – Dançar – amo dançar!
O que você faz quando precisa colocar as ideias no lugar? Pego uma folha em branco (sem linhas, sem datas) e saio escrevendo tudo. Depois organizo por prioridades com cores diferentes!
Uma coisa que considera indispensável em uma amizade – Reciprocidade
Você é de guardar fotos e recordações? Sim
Qual passeio você nunca recusa? Para Raposo
Uma coisa simples que considera um luxo – Tomar café da manhã com calma, em especial, aos domingos.
O que mais gosta de fazer quando chove? Tomar um vinho e cozinhar um risoto.
Você prefere aniversário com festa ou comemoração reservada? Festa!!!
Uma característica sua que foi ficando mais forte com o tempo – Capacidade argumentativa de comunicação
Qual foi a experiência que mudou sua maneira de enxergar a vida? Quando precisei estar ao lado do meu pai, durante uma internação, após início de seu tratamento da Leucemia Mieloide, para tratamento da COVID-19.
O que faz você esquecer o celular por algumas horas? Artesanatos, ouvir músicas e cozinhar.
Uma coisa que ainda quer fazer pelo menos uma vez na vida – Viajar durante um tempo com toda a minha família (pais, marido, avós, tios e primos).
Qual sentimento você procura preservar no seu dia a dia? De paz e empatia!
Complete: “Se eu pudesse escolher, teria sempre mais tempo para…” estar com minha família em casa
Religião – Católica
Deus – O meu alicerce diário, minha fonte de vida
Deixe uma mensagem para os leitores da Folha Estilo: No fim, o que realmente importa são as pessoas que caminham com a gente. A família, o trabalho e as histórias que vivemos nos ensinam sobre amor, cuidado e presença. Sucesso também é ter com quem dividir a vida e construir boas memórias. Valorize os pequenos momentos, porque são eles que ficam.

Obrigada aos patrocinadores: Dra. Lyzandra Leite, Dr, Marcus Manhães, Adriana Naurath, Maple Bear, Fernandes Arquitetura e Dra. Nina Quintanilha.

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​ Comunicadora por formação e por paixão, construí minha trajetória ao longo de 26 anos de atuação na comunicação, como colunista social da Folha da

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