Educação

O amor é lindo

AMOR dentro de uma visão psicopedagógica.

Gosto muito de escrever quando estou motivada por um tema e hoje ao abrir o jornal pela manhã me deparei com um texto lindo sobre o amor,
falando de suas nuances e urgências. Esse tema me tocou profundamente, pois tenho filhos em idade de escolhas, amadurecimento emocional e
prestes a concretizarem sonhos e desejos futuros e esse texto veio de encontro a muitas dúvidas, aconselhamentos e algumas lágrimas.

Percebi neste momento a minha responsabilidade ao opinar sobre assuntos que muitas vezes dá ao leitor conforto e ao mesmo tempo reflexão e pensei em continuar o tema da manhã – AMOR dentro de uma visão psicopedagógica.

Se pensarmos na palavra amor vamos encontrar na Wikipedia – “O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.”

Os gregos descrevem o amor com algumas palavras como ágape, philos e eros. Ágape significa eu te amo, philos é um amor virtuoso de família e amigo. Eros é amor em sua essência. O amor em latim ressalta o vínculo emocional com alguém, envolvendo o comportamento amoroso e estimulando os sentidos para motivação, alegria. Falo ainda do amor na tradição judaica, em hebraico a palavra mais próxima do amor é ahaya que pode ser usado como amor de paixão, como amor com amigos e família e também como amor devoto a Deus.

Nos tempos contemporâneos, o amor é um desafio, pois as relações interpessoais estão em crise, visto que várias síndromes modernas estão imperando. A depressão, o individualismo, o isolamento e uma grande carência afetiva, assolam nossas vidas e convivem com conquistas pedagógicas e psicopedagógicas.

A sociedade tem nos exigido cada vez mais um desenvolvimento tecnológico, ampliação do conhecimento e atenção sobre as relações e o mundo precisa de pessoas proativas, interessadas e criativas.

Assim retorno ao amor, pois só com muita dedicação e amor, que hoje a escola consegue atingir o aluno que está sedento por conhecimento e urgência nas realizações.

A competência do AMOR é que faz a escola investir em seu material humano, o tornando não só um pesquisador, mas além de tudo um constante autor de sua própria história pedagógica. Nossas crianças hoje exigem mais atenção de todos nós, pois precisam estabelecer vínculos positivos diluindo assim suas carências afetivas, que muitas vezes bloqueiam sua capacidade cognitiva e desaceleram sua aprendizagem. Piaget nos ensina que “o papel do mestre deve ser aquele de incitar à pesquisa, de fazer tomar consciência dos problemas e não aquele de ditar a verdade. Não podemos nos esquecer que uma verdade imposta não é mais uma verdade: compreender é inventar e reinventar, e dar uma lição prematuramente é impedir a criança de inventar e redescobrir as soluções por si mesma.”

Essa escola hoje ao conduzir o aluno ou o “aprendente” ao saber fazer e acima de tudo ao saber ser , precisa entender que essas dimensões do saber devem ser valorizadas e acompanhadas por competência técnica, valorização do profissional, levando o professor a buscar um contínuo aprendizado, pois nossos alunos querem informações atuais, desafios novos, conhecimentos para os novos tempos. E como diz Cazuza o tempo na para.

Texto escrito por Rita de Cássia Rocha Soares Chardelli Diretora do Colégio João e Maria

Vania Carvalho

Escrito por Vania Carvalho

Campista, caçula de uma família de 9 filhos, casada há 23 anos com o advogado Ralph Pessanha e mãe de Bianca e Bruno.

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