Saúde

Cardiopatia Congênita

Você sabe o que é cardiopatia congênita? É uma anormalidade na estrutura ou na função cardiocirculatória que surge nas primeiras oito semana de gestação, que é quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca. Uma a cada 100 crianças nascidas vivas tem algo especial no coração, porém em algumas crianças isto só é descoberto anos mais tarde. No dia 12 de junho celebra-se o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita. Neste ano os pais que abraçaram esta causa se reunirão na Cidade da Criança na quarta dia 15 à partir das 15h e você é um convidado especial para ajudar na divulgação dessa causa tão importante. Leve amigos, familiares para conheceram esses anjos que são verdadeiramente abençoados, e divida com eles a felicidade e a alegria pela vida. Eu estarei lá participando e conhecendo de perto as lindas histórias de suas vidas.

Saúde

Garrafa problema

Você sabia?

Mesmo sendo um hábito ambientalmente correto, reutilizar sua garrafinha de água pode trazer danos à sua saúde

É o que nos diz o site http://www.ecycle.com.br/; garrafas de plástico são um grande problema ambiental, entretanto, elas não são próprias para serem reutilizadas no dia a dia. O principal problema é a contaminação bacteriana, mas há também a liberação de compostos tóxicos. Caso você queira ou realmente precise de uma garrafa de plástico, as mais recomendadas são as de polipropileno, que geralmente possuem uma aparência branca. Um cuidado necessário com todos os tipos de garrafas é mantê-las limpas, a fim de minimizar a contaminação bacteriana; lavá-las e permitir que elas sequem antes de seu reúso.

Moda, Saúde

Soutien básico

Minha nota dez da semana vai para o soutien top da marca Trifil.
Bom, quem já usou peças com alças e laterais muito finas sabe dos prejuízos que isso causa. Primeiro porque não proporcionam aquela firmeza para nos deixar seguras e, pior, acabam causando a divisão na pele e criando uma “gordurinha” indesejada, e difícil de tirar. Eu agora não quero outra vida. Só uso soutiens que tenham as laterais largas e sem costuras para não marcar absolutamente nada.
Saúde

DHEA

É um hormônio antienvelhecimento?

Nosso corpo naturalmete produz o hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona) através das glândulas supra-renais. Ele é usado na produção de vários outros hormônios, inclusive os hormônios masculinos e femininos, testosterona e estrogênio.Os níveis de DHEA têm seu pico aos 20 anos e logo começam a cair lentamente conforme a pessoa envelhece. Ainda não se sabe claramente o porquê disso e os efeitos desta queda, mas o que parece é que os níveis mais baixos de DHEA causam ou contribuem para o envelhecimento e causam modificações comuns relacionadas à idade, como diminuição de massa de muscular, redução de densidade óssea e diminuição da capacidade do sistema imunológico de atuar contra as doenças.

Partindo desta ideia, tomar suplementos de DHEA a partir de uma certa idade reduziria a velocidade do processo de envelhecimento, certo?

Errado. Por quê?

Ainda não há nenhuma evidência que apoie esta hipótese. Até existem estudos mostrando alguns efeitos benéficos em curto prazo, mas ao olharmos estudos mais longos, bem conduzidos e desenhados, como um publicado em 2006 pela Clinica Mayo, entre outros, tais benefícios não se confirmam.
Por outro lado, e os efeitos colaterais?

Muito pouco se conhece sobre os efeitos colaterais potenciais do DHEA. Alguns estudos detectaram redução dos níveis de HDL ou “bom” colesterol, aumento de pelo facial em mulheres e acne.
Além disso e mais grave, como o DHEA pode aumentar os níveis de testosterona e estrogênio no organismo, isso poderia estimular o surgimento e/ou crescimento de tumores hormônio-dependentes, como câncer de mama e próstata.

Portanto, adotar o uso de DHEA para prevenir, atrasar ou reverter modificações relacionadas ao envelhecimento não é uma conduta médica recomendada nem aprovada.
Por que? Porque até o momento o DHEA não tem nenhum efeito benéfico provado e os seus efeitos adversos possíveis são incertos e potencialmente graves.

Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto

Saúde

Tireoide

Hoje falaremos sobre os hormônios da tireóide.

Sabe-se que com o aumento da idade há mudanças na produção de hormônios da tireóide, com redução dos mesmos e também da taxa metabólica basal. Entretanto, apesar de alguns defenderem a reposição destes hormônios como forma de deter ou retardar o envelhecimento, esta prática não é autorizada, uma vez que:

1) estudos têm verificado que, em geral, estas mudanças são formas de adaptação, e portanto protegem o organismo.

2) a reposição de hormônio tireoidiano sem que de fato haja um hipotireoidismo clínico ou subclinico com alteração efetiva de TSH oferece riscos, tais como arritmias cardíacas e piora de massa óssea, agravando quadros de osteoporose ou osteopenia, entre outros.

Portanto, a investigação da função da tireóide é indicada em todos com mais de 35 anos, porém o diagnóstico de alguma disfunção na glândula deve ser feito com cautela. A detecção de hipotireoidismo clínico ou subclinico permite que se inicie o tratamento, com grande melhora na qualidade de vida do paciente; por outro lado, um diagnóstico incorreto faz com que o paciente acredite ter uma doença que não tem e passe a usar uma medicação que, nesta situação, trará grandes prejuízos a sua saúde.

Algumas situações em que não se indica começar hormônio tireoidiano:

1 – pessoas com um só exame de TSH alterado (é preciso repetir e complementar a investigação com outros exames).

2 – pessoas com TSH normal e T4l no limite inferior [infelizmente temos visto a conduta de repor hormônio nesta situação. Além de não haver nenhuma indicação, tal conduta coloca o paciente em risco de evoluir com hipertireoidismo iatrogenico (por erro médico).

3 – pessoas com sintomas de hipotireoidismo e exames laboratoriais normais (outra prática crescente, porém inadequada e que oferecerá riscos ao paciente. Devemos nos lembrar que sintomas como cansaço, queda de cabelos, ganho de peso, ressecamento da pele, e outros pode ser devida a outros problemas que deverão ser investigados se os exames laboratoriais da função tireoidiana forem normais).

Em resumo, há que se ter muita cautela e conhecimento para definir o diagnóstico de disfunção tireodiana, em qualquer faixa etária.
Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto