Moda, Saúde

Soutien básico

Minha nota dez da semana vai para o soutien top da marca Trifil.
Bom, quem já usou peças com alças e laterais muito finas sabe dos prejuízos que isso causa. Primeiro porque não proporcionam aquela firmeza para nos deixar seguras e, pior, acabam causando a divisão na pele e criando uma “gordurinha” indesejada, e difícil de tirar. Eu agora não quero outra vida. Só uso soutiens que tenham as laterais largas e sem costuras para não marcar absolutamente nada.
Saúde

DHEA

É um hormônio antienvelhecimento?

Nosso corpo naturalmete produz o hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona) através das glândulas supra-renais. Ele é usado na produção de vários outros hormônios, inclusive os hormônios masculinos e femininos, testosterona e estrogênio.Os níveis de DHEA têm seu pico aos 20 anos e logo começam a cair lentamente conforme a pessoa envelhece. Ainda não se sabe claramente o porquê disso e os efeitos desta queda, mas o que parece é que os níveis mais baixos de DHEA causam ou contribuem para o envelhecimento e causam modificações comuns relacionadas à idade, como diminuição de massa de muscular, redução de densidade óssea e diminuição da capacidade do sistema imunológico de atuar contra as doenças.

Partindo desta ideia, tomar suplementos de DHEA a partir de uma certa idade reduziria a velocidade do processo de envelhecimento, certo?

Errado. Por quê?

Ainda não há nenhuma evidência que apoie esta hipótese. Até existem estudos mostrando alguns efeitos benéficos em curto prazo, mas ao olharmos estudos mais longos, bem conduzidos e desenhados, como um publicado em 2006 pela Clinica Mayo, entre outros, tais benefícios não se confirmam.
Por outro lado, e os efeitos colaterais?

Muito pouco se conhece sobre os efeitos colaterais potenciais do DHEA. Alguns estudos detectaram redução dos níveis de HDL ou “bom” colesterol, aumento de pelo facial em mulheres e acne.
Além disso e mais grave, como o DHEA pode aumentar os níveis de testosterona e estrogênio no organismo, isso poderia estimular o surgimento e/ou crescimento de tumores hormônio-dependentes, como câncer de mama e próstata.

Portanto, adotar o uso de DHEA para prevenir, atrasar ou reverter modificações relacionadas ao envelhecimento não é uma conduta médica recomendada nem aprovada.
Por que? Porque até o momento o DHEA não tem nenhum efeito benéfico provado e os seus efeitos adversos possíveis são incertos e potencialmente graves.

Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto

Saúde

Tireoide

Hoje falaremos sobre os hormônios da tireóide.

Sabe-se que com o aumento da idade há mudanças na produção de hormônios da tireóide, com redução dos mesmos e também da taxa metabólica basal. Entretanto, apesar de alguns defenderem a reposição destes hormônios como forma de deter ou retardar o envelhecimento, esta prática não é autorizada, uma vez que:

1) estudos têm verificado que, em geral, estas mudanças são formas de adaptação, e portanto protegem o organismo.

2) a reposição de hormônio tireoidiano sem que de fato haja um hipotireoidismo clínico ou subclinico com alteração efetiva de TSH oferece riscos, tais como arritmias cardíacas e piora de massa óssea, agravando quadros de osteoporose ou osteopenia, entre outros.

Portanto, a investigação da função da tireóide é indicada em todos com mais de 35 anos, porém o diagnóstico de alguma disfunção na glândula deve ser feito com cautela. A detecção de hipotireoidismo clínico ou subclinico permite que se inicie o tratamento, com grande melhora na qualidade de vida do paciente; por outro lado, um diagnóstico incorreto faz com que o paciente acredite ter uma doença que não tem e passe a usar uma medicação que, nesta situação, trará grandes prejuízos a sua saúde.

Algumas situações em que não se indica começar hormônio tireoidiano:

1 – pessoas com um só exame de TSH alterado (é preciso repetir e complementar a investigação com outros exames).

2 – pessoas com TSH normal e T4l no limite inferior [infelizmente temos visto a conduta de repor hormônio nesta situação. Além de não haver nenhuma indicação, tal conduta coloca o paciente em risco de evoluir com hipertireoidismo iatrogenico (por erro médico).

3 – pessoas com sintomas de hipotireoidismo e exames laboratoriais normais (outra prática crescente, porém inadequada e que oferecerá riscos ao paciente. Devemos nos lembrar que sintomas como cansaço, queda de cabelos, ganho de peso, ressecamento da pele, e outros pode ser devida a outros problemas que deverão ser investigados se os exames laboratoriais da função tireoidiana forem normais).

Em resumo, há que se ter muita cautela e conhecimento para definir o diagnóstico de disfunção tireodiana, em qualquer faixa etária.
Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto

Saúde

O envelhecimento e os hormônios.

Quando fazer reposição?

Como parte natural do envelhecimento, o sistema endócrino sofre diversas alterações consideradas normais nesta fase da vida. Alguns dos hormônios que mais sofrem alterações em suas concentrações são o hormônio do crescimento (GH), tireóide, estrogênio, testosterona e DHEA.
Quando se fala em envelhecimento saudável, logo surge a dúvida: Quando e como saber se esta redução nos níveis destes hormônios é normal para a idade, fazendo parte do processo natural de envelhecimento, ou é algo fora do considerado saudável, e por isso precisa ser feita reposição hormonal?

No post de hoje vamos falar sobre o GH

O GH, que é o hormônio do crescimento, é produzido pela hipófise, uma glândula pequena localizada na parte inferior do cérebro. Para ele exercer seus efeitos no organismo, ele utiliza um intermediário, o IGF1. É através dele que o GH promove o crescimento. Outras funções importantes dele são aumento da síntese proteica, o que ajuda a formar músculos, e aumento da lipólise, isto é, da queima da gordura estocada.
Com o envelhecimento, há uma redução normal na síntese e secreção do GH, e consequentemente do IGF1. Este processo, que é natural, pode ser atenuado se a pessoa:

1 – se mantiver fisicamente ativa, uma vez que a atividade física aumenta a secreção de GH
2 – mantiver peso dentro do normal, evitando sobrepeso e obesidade, que causam redução do GH
3 – buscar uma boa qualidade do sono, pois quando ele é afetado, há uma piora na secreção do GH.

Apesar de todos os indícios apontando que a queda dos níveis do GH são consequência e não causa do processo de envelhecimento, diversos estudos foram feitos visando “modular” os níveis deste hormônio na tentativa de manter o bem estar e a juventude. Porém, os resultados foram contraditórios ou decepcionantes. Um dos estudos mais bem desenhados sobre o assunto, publicado na revista médica JAMA em 2002, mostrou que o uso do GH ajudou a aumentar a massa muscular, reduzir a massa gordurosa e a melhorar a performance atlética de maneira muito sutil. Contudo, efeitos adversos como inchaço, dores nas juntas, síndrome do túnel do carpo e diabetes foram muito frequentes, o que levou os pesquisadores do estudo a concluir que este tipo de tratamento não deve ser usado, pois os prejuízos à saúde são maiores que os benefícios.

Em 2007, uma extensa revisão de toda a literatura médica sobre o uso do GH como tratamento “anti-aging“ reviu dados de 18 estudos e revelou que foram estudos que não duraram mais do que 6 meses, limitando a capacidade de avaliar benefícios e principalmente os possíveis riscos a saúde. Ainda mostrou que o GH não emagrece e a mudança na composição corporal com ganho leve de massa muscular não foi capaz de reduzir os níveis de colesterol nem de melhorar a massa óssea. E o principal, os pacientes que fizeram uso de GH apresentaram efeitos adversos como inchaço, dores nas juntas, síndrome do túnel do carpo, glicose elevada, diabetes e ginecomastia (crescimento de mamas em homens).

Uma vez que não indicamos e não é considerado um hormônio a ser reposto para atenuar sintomas do envelhecimento, não há indicação de ser feita dosagem de seus níveis em exame de sangue de rotina. Só é feita investigação de deficiência do GH se houver alguma suspeita de doença afetando sua produção. E, para isso, o paciente precisa ser avaliado por um médico especialista em endocrinologia. Vale a observação de que dosar GH isoladamente e sem uma indicação correta só trará dúvidas, uma vez que este hormônio tem secreção pulsátil e que é afetada por vários fatores. O médico especialista sabe que, se for necessário avaliar os níveis de GH de um paciente, outros hormônios, mais específicos, serão necessários.

Concluímos que, salvo em doenças em que há uma deficiência real de GH no adulto (exemplos: alguém que fez uma cirurgia na hipófise que afetou a produção deste hormônio ou em que a hipófise foi afetada por uma doença infecciosa ou autoimune) o uso do GH não está indicado. Usá-lo em terapia de “modulação hormonal” oferece um ganho muito discreto às custas de efeitos adversos muito frequentes, inclusive desenvolvimento de doenças como diabetes e alguns tipos de câncer.

Na próxima semana falarei sobre outros hormônios e seus papéis no envelhecimento

Matéria feita por Dra. Patrícia Peixoto CRM 52700134 – Médica Endocrinologista

Saúde

O perigo no aquecimento do óleo

​Quando você esquenta óleos poli-insaturados eles se oxidam? Esse óleo gera colesterol oxidado, ou seja, um radical livre pronto para destruir suas células. Este radical livre oxidado está diretamente ligado às doenças do coração. Em relação a reutilização é pior ainda. A cada vez que você reutiliza o mesmo óleo, ele se torna cada vez mais tóxico e perigoso.​ Um veneno!
Matéria do site http://www.compartilhesaude.com.br/saude/oleo-de-cozinha-faz-mal-e-pode-ser-fatal/