Blog da Vânia, Dicas

Tamancos

Lembram deles? Alguns chamam de tamanco outros de babuches. Pois é, voltaram com força agora em 2016. As marcas Tabita, Via Marte, Dakota, Ramarim, resolveram apostar e criaram modelos para todos os estilos. Cores variadas, formato tradicional, salto alto, grosso, fino, baixo, tipo anabela…

Confesso que gostei do todos, rsrsrs

Evento

Viva Antonella

Foi tudo perfeito em seu aniversário de 2 aninhos. O tema escolhido por ela foi Sereias.

Muito chique essa menina. Usou dois modelos de vestido feitos sob medida para sua festa.

Os pais Felippe Crespo Lima e Nathália Rosa, ótimos anfitriões, cuidaram de tudo com tanto carinho que não teve uma pessoa que não elogiasse. Lugar agradável, decoração linda, buffet maravilhoso. Parabéns mais uma vez a todos.

Saúde

Tireoide

Hoje falaremos sobre os hormônios da tireóide.

Sabe-se que com o aumento da idade há mudanças na produção de hormônios da tireóide, com redução dos mesmos e também da taxa metabólica basal. Entretanto, apesar de alguns defenderem a reposição destes hormônios como forma de deter ou retardar o envelhecimento, esta prática não é autorizada, uma vez que:

1) estudos têm verificado que, em geral, estas mudanças são formas de adaptação, e portanto protegem o organismo.

2) a reposição de hormônio tireoidiano sem que de fato haja um hipotireoidismo clínico ou subclinico com alteração efetiva de TSH oferece riscos, tais como arritmias cardíacas e piora de massa óssea, agravando quadros de osteoporose ou osteopenia, entre outros.

Portanto, a investigação da função da tireóide é indicada em todos com mais de 35 anos, porém o diagnóstico de alguma disfunção na glândula deve ser feito com cautela. A detecção de hipotireoidismo clínico ou subclinico permite que se inicie o tratamento, com grande melhora na qualidade de vida do paciente; por outro lado, um diagnóstico incorreto faz com que o paciente acredite ter uma doença que não tem e passe a usar uma medicação que, nesta situação, trará grandes prejuízos a sua saúde.

Algumas situações em que não se indica começar hormônio tireoidiano:

1 – pessoas com um só exame de TSH alterado (é preciso repetir e complementar a investigação com outros exames).

2 – pessoas com TSH normal e T4l no limite inferior [infelizmente temos visto a conduta de repor hormônio nesta situação. Além de não haver nenhuma indicação, tal conduta coloca o paciente em risco de evoluir com hipertireoidismo iatrogenico (por erro médico).

3 – pessoas com sintomas de hipotireoidismo e exames laboratoriais normais (outra prática crescente, porém inadequada e que oferecerá riscos ao paciente. Devemos nos lembrar que sintomas como cansaço, queda de cabelos, ganho de peso, ressecamento da pele, e outros pode ser devida a outros problemas que deverão ser investigados se os exames laboratoriais da função tireoidiana forem normais).

Em resumo, há que se ter muita cautela e conhecimento para definir o diagnóstico de disfunção tireodiana, em qualquer faixa etária.
Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto

Moda

Nota dez

A partir de hoje eu vou postar as coisas, que ao meu ver, merecem nota dez.
Pode ser roupa, acessório, joia, arquitetura, lugar…

No post de hoje escolhi umas peças de roupas que montaram o look da Carolina Dieckmann na revista Estilo de janeiro. Que linda ela ficou. Aprecio muito uma pessoa vestida de forma elegante, ela esbanjou.

Blog da Vânia

Testosterona

O hormônio de hoje é a testosterona, principal hormônio masculino, mas também presente em níveis 30 vezes menores nas mulheres.

A redução da produção hormonal masculina também ocorre com o envelhecimento. Porém, ao contrario das mulheres, esta redução é lenta e gradativa. Ainda assim, a queda nos níveis de testosterona causa desconforto e afeta a qualidade de vida, pois gera sensação de fadiga persistente, redução da força física e da libido.

Praticamente todos os homens ao longo da vida terão o declínio de testosterona; o que varia individualmente é a intensidade e presença de sintomas. Após os 60 anos a produção de testosterona é baixa o suficiente para que quase 30% dos homens já apresentem algum sintoma. Aos 70 anos, de acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade dos homens sofre com a deficiência, e, aos 80, mais de 50% voltam a ter níveis de testosterona semelhantes aos de meninos antes da puberdade.

A reposição hormonal é recomendada aos homens que apresentam os sintomas indicados e tenham redução comprovada nos níveis de testosterona (o que não pode ser feito somente com uma dosagem hormonal). Também considera-se como indicação pacientes com deficit no hormônio e com fatores de risco para doenças cardiovasculares e ósseas (como histórico familiar de osteoporose). Por outro lado, ela é contra-indicada em casos de câncer e de doenças crônicas de fígado, rim ou diabetes.

Para que o tratamento seja iniciado, deve ser feita avaliação hormonal e urológica. O acompanhamento regular com o endocrinologista e urologista é imprescindível.

E a reposição de testosterona na mulher?

O uso de testosterona por mulheres em busca de redução na gordura corporal, ganho e fortalecimento muscular, redução de celulite e aumento da libido tem sido crescente. Nestes casos o uso é totalmente condenado, uma vez que são inúmeros e intensos os efeitos colaterais. A lista destes efeitos vai desde aparecimento de acne, crescimento do clitóris, crescimento do pomo de Adão (gogó), aumento e espessamento de pelos, engrossamento da voz (costuma ser irreversível), queda de cabelo e retenção de líquidos até alterações no comportamento, com aumento da agressividade.

Em casos mais graves pode haver aumento no número de glóbulos vermelhos e de fatores de coagulação do sangue, aumentando o risco de trombose, hepatite, aparecimento de cistos e tumores malignos no fígado.

Infelizmente algumas pacientes acreditam que o uso de doses menores, com as chamadas “formulações bioidenticas” ou em períodos mais curtos não traz problemas, mas os riscos são os mesmos e só aumentam com o tempo de uso, continuo ou em intervalos. Hoje, no Brasil, nenhuma formulação contendo testosterona é aprovada pela Anvisa para uso com fins estéticos. Também não há, a priori, fora da menopausa, indicação de investigar deficiência de testosterona em mulheres.
Para quem usa, quanto antes parar, melhor. Importante destacar que a testosterona não causa dependência química, e é possível interromper seu uso com orientação do Endocrinologista.

Por outro lado, em algumas mulheres na menopausa, bem pesados os riscos e benefícios, e em doses adequadas, com correta monitorização, a testosterona já tem sido empregada para restabelecer a libido e combater a perda de massa muscular. Ela também pode ser usada no combate a endometriose.

Na semana que vem os hormônios serão os da tireóide.
Matéria escrita pela médica endocrinologista Patrícia Peixoto